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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Japão terá trem que ultrapassa os 500 km/h

Entre os meios de transportes existentes no mundo, o trem continua fazendo sucesso, porém com atualizações mais do que bem-vindas. A última novidade em linhas férreas certamente é a levitação magnética, ou Maglev, que usa a supercondutores para manter o veículo nos “trilhos”.

Portanto, não é surpresa saber que o Japão acaba de liberar a construção de um trem do gênero, que fará o percurso entre Tóquio e Osaka em apenas uma hora (atualmente, o trem-bala percorre essa distância em 2 horas e meia), correndo a mais de 500 km/h. Eles são tão rápidos devido à falta de atrito, já que a onda magnética permite que o trem “flutue” sobre os trilhos.

A primeira apresentação do projeto aconteceu na década de 70, entretanto foi engavetado por causa do alto custo de construção. Atualmente, as estimativas afirmam que a construção de toda a linha férrea (e túneis) para a passagem do trem será de cerca de nove trilhões de ienes (cerca de 200 bilhões de reais).

Porém, os usuários só poderão usufruir do trem “mais do que bala” a partir de 2027, quando o trecho entre Tóquio e Nagoya será finalizado (o trajeto total até Osaka será concluído apenas em 2045). Além do projeto japonês, o único trem do gênero existente no mundo está na China, que percorre os 30 quilômetros que separam o Aeroporto de Pudong do centro de Xangai em sete minutos.

21/06/2011 - Tecmundo.com

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Demanda por trem cresce 150%

25/05/2011 - Agência Brasil

Os engarrafamentos nas grandes cidades estão fazendo com que trens e metrôs sejam vistos como sistemas mais atraentes de deslocamento. Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), divulgada nesta quarta-feira, 25, mostra que a demanda por trens nos principais centros urbanos do país cresceu 150% nos últimos dez anos. No caso do metrô, crescimento de 54% na década.

O número de passageiros transportados pelos trens gerenciados pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) aumentou mais de 63% desde 1999 em Belo Horizonte, Recife, Natal, João Pessoa e Maceió. O mesmo estudo mostra que os trabalhadores dessas cidades gastam, em média, 2 horas para fazer o trajeto casa-trabalho-casa de ônibus ou de carro.

O problema é que os sistemas de trem e metrô estão presentes em apenas 13 regiões metropolitanas e têm se expandido em ritmo lento. A malha viária foi expandida em 26,5% enquanto o metrô ampliou a extensão das linhas em apenas 8% nos últimos dez anos.

Com exceção de São Paulo e Rio de Janeiro, a participação desses dois meios de transporte nas cidades onde operam é muito pequena se comparada a dos ônibus, devido a menor capilaridade e à pouca quantidade de vagões em operação, abaixo da necessária. A falta de alternativas de transporte público, associada ao aumento da renda do brasileiro, fizeram a venda de carros e motos crescer 9% ao ano na última década, aumentando os congestionamentos, a poluição e o número de acidentes de trânsito.

O coordenador da pesquisa, Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, explicou que, sem investimentos a fundo perdido e políticas públicas de mobilidade urbana por parte do governo federal, será muito difícil atender à demanda que não para de crescer. "Existem investimentos estruturantes, como linhas de metrô e corredores de transporte urbano, que só o governo pode fazer, pois, para a iniciativa privada, ficaria inviável. Além disso, é importante desenvolver planos de transporte urbano integrados para as grandes cidades, para garantir um sistema de transporte inclusivo", disse o economista. Ele acrescentou que, se não houver investimento imediato para solucionar a questão da mobilidade urbana, o futuro das cidades brasileiras estará comprometido.

A pesquisa chama a atenção para a ausência de um modelo regulatório para o transporte público e de instrumentos jurídicos em alguns municípios para melhor controle do sistema por parte do Poder Público.